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O Mobile Edge de 2016 teve como tema a Transformação Digital e todos concordam numa coisa: o futuro das empresas tem de passar pela transformação digital.
Num evento com bons momentos, até tivémos oportunidade para testar o HTC Vive, os óculos de realidade virtual da HTC, com variados jogos que um dos parceiros da Bold tinham para demonstração. Uma experiência que não é única, já que existem diversas opções no mercado, apesar de na sua grande maioria ainda indisponíveis ao “comum” consumidor.
Kevin refere que os consumidores estão cada vez mais tempo agarrados aos dispositivos móveis e é nesse sentido que as empresas têm de trabalhar, aumentando e melhorando a oferta para os consumidores neste segmento. Kevin acredita que a inteligência artificial será o futuro dentro em breve, já que é muito importante haver uma resposta rápida ao consumidor, não só oferecendo o que ele procura, mas prevendo o que ele procura. O analista ainda acredita que as empresas não estão a fazer o suficiente na transformação digital, já que esta mudança pode significar um aumento de milhões de euros na faturação.
Mas foi através de Tony Markovski, Responsável Global pela Transformação Digital e Mobile da Mirum Agency, que tivémos oportunidade de ouvir a melhor apresentação do evento, já que Markovski utilizou exemplos reais para mostrar o que é uma aplicação boa e o que é uma aplicação errada e “não-amigável”. O exemplo recaiu sobre uma aplicação chinesa ao estilo Uber, a GOGOVan. No exemplo, em apenas 1 minuto, o carro estava pedido utilizando a aplicação, mas para o mau exemplo, Tony utilizou a aplicação da Fedex.
Neste caso, Markovski abriu a aplicação a rapidamente apareceram instruções de como utilizar, sendo que da boca do orador saiu logo a frase: “Se uma aplicação precisa de instruções, já estão num mau caminho.” A verdade é que toda a operação de realizar uma encomenda demorou mais de 9 minutos. Não é por acaso que Tony também refere que 90% das aplicação são instaladas em menos de 100 mil dispositivos e, desta forma percebe-se porquê.
O resumo final da apresentação de Tony Markovski aponta para aplicações simples, intuitivas e funcionais, sem demasiados interfaces e que satisfaçam a necessidade do utilizador no menor espaço de tempo possível. Sem dúvida que simplicidade é o que as pessoas procuram.
Houve ainda lugar para António Cantalapiedra, Co-fundador e CEO da Mytaxi em Espanha e Portugal, afirmando que nasceu primeiro que a Uber. Muitos não sabem (também não sabíamos), mas o Mytaxi nasceu três meses antes do aparecimento da aplicação Uber, sendo que a aplicação já está preparada e personalizada para a mobilidade. Outro orador foi Pedro Bandeira, da NOS, que falou do passado das aplicações da empresa, a Iris, e da UMA, o futuro do seu sistema, revelando que a UMA é um browser em HTML5, o que permitirá introduzir de forma facilitada novas aplicações que sejam do interesse dos consumidores e da empresa.
Queremos aproveitar para agradecer o convite da Carbon para sermos Media Partners deste excelente evento sobre a Transformação Digital, em mais um Mobile Edge, que já vai na terceira edição.
Fonte:http://www.tecnologia.com.pt/2016/10/mobile-edge-16-transformacao-digital-futuro-das-empresas/
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