sexta-feira, 2 de junho de 2017

Uma olhada no Moto Z2 Play: quando melhorar estraga

Por  01/06/2017 às 16h11

 

Aconteceu: a Lenovo confirmou os rumores e trouxe a segunda geração do Moto Z Play ao mercado brasileiro com hardware atualizado, design mais fino e bateria de duração inferior. O smartphone modular, que também simboliza o retorno da marca Motorola, tem preço sugerido de R$ 1.999 e se mostra superior ao antecessor em quase tudo. Quase. Será que é uma boa? Eu fui dar uma olhada nele.

No Moto Z2 Play, a Motorola fez os merecidos ajustes no hardware para continuar com um aparelho competitivo, dobrando o armazenamento para 64 GB e aumentando a RAM para 4 GB — mesmos números da versão de R$ 2.199 do Zenfone 3 Zoom. A câmera traseira recebeu uma lente de abertura maior (f/1,7), mais condizente com a boa qualidade fotográfica do produto imediatamente abaixo, o Moto G5 Plus.


Mas o ponto mais controverso é a mudança no design. Não se pode negar que o Moto Z2 Play ficou bem acabado: a troca do vidro pelo alumínio foi positiva no aspecto visual, e ele não se tornou um imã de impressões digitais como o Moto Z, também de metal. A espessura é visivelmente menor (são 5,99 mm, também conhecidos como 6 mm), sem deixar de lado a entrada para fone de ouvido.

O problema é que a Motorola não apenas reduziu a capacidade da bateria em relação ao modelo anterior (de 3.510 mAh para 3.000 mAh). A empresa, na prática, acabou com a principal vantagem do Moto Z Play, que era a autonomia de um dia intenso com folga ou, para alguns usuários, até dois dias completos, graças a uma combinação de bateria grande e hardware eficiente.


É verdade que um design mais fino chama a atenção na prateleira da loja e pode impulsionar as vendas do produto — apesar do tumor na traseira estar ainda maior. Mas, pelo menos entre o público que acompanha tecnologia, diminuir a espessura em detrimento da bateria não é exatamente interessante:
Sabendo que não dá para ter os dois ao mesmo tempo, o que você prefere num smartphone: 10% design mais fino, 90% bateria maior. 1.512 votos.
Quem se interessou ou tem a primeira geração do Moto Z Play não parece muito animado com seu sucessor:
Comentários no post de lançamento do Moto Z2 Play

E esse é um dos problemas da linha da Motorola: a empresa constantemente faz mudanças que impossibilitam um usuário de permanecer com a marca. Isso também aconteceu na transição do Moto X de 2ª geração para o Moto X Style, quando a Motorola decidiu que seria uma boa ideia vender apenas flagships gigantes; e do Moto X Style para o Moto Z, que veio com uma bateria medíocre e sem entrada para fone de ouvido em favor de um design tão fino que prejudicou a ergonomia.

Vale uma rápida menção ao software, que se distanciou da proposta de “Android puro” que a empresa se orgulhava em oferecer até tempos atrás. A Motorola não abandonou suas raízes, mas agora traz as modificações cosméticas desnecessárias que os defensores da marca tanto combatiam — todos os ícones são cortados em formato circular e têm um inexplicável efeito de pizza fatiada, sem contar o estranho degradê no Moto Tela e um widget de relógio, que já vieram em outros modelos recentes.


Este texto nem de longe se atreve a dizer que o Moto Z2 Play é um smartphone ruim: ele se mostra superior ao antecessor em quase tudo, e ainda está chegando 200 reais mais barato no lançamento. Mas a novidade da Motorola é um exemplo de como a tentativa de melhorar um ponto (que os consumidores não fazem questão) pode interferir negativamente em outro (que era a maior vantagem do produto anterior).

O review completo, com informações sobre a câmera, bateria e outros detalhes do Moto Z2 Play, será publicado em breve. O que vocês querem saber sobre ele?

sábado, 27 de maio de 2017

O seu iPhone pode estar a torna-lo solitário

O aparecimento dos assistentes virtuais como a Siri ou a Alexa tiveram um impacto maioritariamente positivo na vida das pessoas. No entanto, um estudo veio agora questionar os benefícios desses gadgets nas relações inter-pessoais, principalmente dos mais tímidos.
Enquanto que os mais solitários tinham até à data mais tendência a procurar o contacto com pessoas reais, o aparecimento destes aparelhos que as imitam têm vindo gradualmente a substituir e suprimir essa necessidade.
De acordo com Jenny Olson, co-autor do estudo e professora de marketing na Universidade do Kansas, as pessoas mais tímidas tendem a ter comportamentos compensatórios como exagerar no número de amigos do Facebook ou procurar participar num elevado número de actividades sociais. São precisamente estes comportamentos que estão a desaparecer.
O estudo alerta no entanto para a necessidade de relações pessoais reais já que estes robots não podem substituir um grupo de amigos.
Fonte: RawStory

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Facebook mentiu para comprar WhatsApp e vai ser penalizado



A Comissão Europeia multou em 110 milhões de euros o Facebook por ter mentido para comprar o WhatsApp. A compra, realizada há três anos por 19 mil milhões de dólares, revestiu-se, na ótica da Comissão Europeia, de contornos sombrios no que diz respeito ao intercâmbio de dados sobre utilizadores entre as duas plataformas.
Mark Zuckerberg adiantou na altura da concretização do negócio que o Facebook não tinha meios para realizar a união dos dados dos utilizadores. Alarmada, a Comissão Europeia, desencadeou investigação que concluiu que o fundador da rede social mentiu e que havia equipas de engenharia focadas na possível implementação da fusão dos dados dos utilizadores.

Esta multa de 110 milhões de euros aplicada ao Facebook não tem qualquer impacto na aprovação da união das duas empresas. A Comissão Europeia pretende apenas destacar que teve apenas impacto no momento de autorizar que a fusão se concretizasse.
A multa não possui qualquer tipo de sanção acessória.
Em França o Facebook foi também punido com multa exemplar por causa da manutenção da privacidade dos utilizadores.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Quanto dinheiro os hackers responsáveis pelo WannaCry receberam de resgate?

Por  15/05/2017 às 11h37


O ransomware WannaCry foi responsável pelo caos que se espalhou no mundo inteiro, afetando hospitais, interrompendo o funcionamento de empresas, e criando dores de cabeça para funcionários de TI. Estima-se que ele infectou 200 mil computadores. E quanto dinheiro os hackers conseguiram obter com tudo isso?

Tecnoblog deu uma olhada nas contas que estão recebendo dinheiro para descriptografar os arquivos. Atualmente, elas contêm aproximadamente 32 bitcoins, totalizando cerca de R$ 170 mil.
A empresa de segurança Redsocks descobriu que o WannaCry contém três endereços de pagamento bitcoin embutidos em seu código-fonte. E, graças à forma como o bitcoin funciona, qualquer pessoa pode ver todo o histórico de transações ligadas a um endereço de pagamento. Dessa forma, é possível calcular quanto os hackers ganharam até o momento com o ransomware.
São três carteiras:
  • a primeira tem 11,87581318 bitcoins, ou cerca de R$ 64 mil – acompanhe o saldo aqui;
  • a segunda tem 11,6554487 bitcoins, ou cerca de R$ 63 mil – acompanhe o saldo aqui;
  • a terceira tem 8,37443075 bitcoins, ou cerca de R$ 45 mil – acompanhe o saldo aqui.
Esse valor vai flutuar com a cotação do bitcoin e com o saldo das carteiras. Você pode fazer a conversão usando ferramentas como o CoinDesk Calculator.
A conta @actual_ransom no Twitter informa novos pagamentos nessas contas em tempo real, e publica o saldo total (em dólares) de duas em duas horas. Ela foi criada por Keith Collins, jornalista e desenvolvedor no Quartz.
O pesquisador de segurança Brian Krebs nota que, até sábado (13), essas contas receberam cem pagamentos totalizando pouco mais de 15 bitcoins, ou cerca de R$ 80 mil. Ou seja, em poucos dias, o saldo mais que dobrou. Ninguém fez transferências para retirar dinheiro por enquanto.
O WannaCry criptografa arquivos de computadores com Windows que não instalaram uma correção de segurança liberada pela Microsoft em março. Os usuários têm duas opções: dizer adeus aos arquivos (caso não tenham backup), ou pagar o resgate de US$ 300 ou US$ 600.
No entanto, há diversos pagamentos bem abaixo desses valores, de apenas centavos:
Até o momento, foram feitos 194 pagamentos com valor médio de aproximadamente US$ 275. Curiosamente, os hackers estão se oferecendo a descriptografar de graça o computador de pessoas “tão pobres que não poderiam pagar em seis meses”. O WannaCry tem um link “Fale conosco”, onde a vítima pode solicitar o desconto.
Para quem é vítima de ransomware e não tem backup dos arquivos, não há muita alternativa senão pagar. Até o FBI reconhece isso: em 2015, um agente do programa de contrainteligência disse que “para ser honesto, frequentemente recomendamos que as pessoas simplesmente paguem o resgate”.
Como a maioria das pessoas faz o pagamento, os autores de malware cobram relativamente pouco e cumprem com a promessa de descriptografar seus arquivos. Se eles não fizessem isso, futuros usuários afetados pelo malware não teriam o incentivo de pagar.
Em um mundo onde agências de espionagem colecionam falhas de segurança, e computadores passam meses sem atualizações, um ataque global de malware era só questão de tempo. E se algo não mudar, esses sequestros se tornarão cada vez mais comuns.
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sábado, 13 de maio de 2017

Smartwatch de luxo Montblanc Summit já está à venda




O ano de 2017 está a ser fértil no lançamento de novos smartwatches com sistema operativo Android Wear. Se este tipo de equipamentos não tem conseguido vendas de volume nos segmentos tradicionais do mercado, o lote de equipamentos de luxo tem registado uma performance assinalável. A Montblanc surge agora com o relógio Summit com intenções de obter os impressionantes resultados que a TAG Heuer tem obtido com o smartwatch Connect 2.
O relógio inteligente Summit da Montblanc foi anunciado no passado mês de março e possui aparência muito similar às propostas Watch Urbane e Urbane 2nd Edition da coreana LG. A grande diferença, além do preço, prende-se com a seleção cuidada de materiais que a Montblanc realizou para o seu smartwatch Summit. 
Os consumidores mais exigentes podem ver o preço escalar dos 890 dólares iniciais até aos 1070 dólares caso se opte por configurações da caixa e da bracelete mais exclusivas.
O hardware que equipa o smartwatch Montblanc Summit oferece processador Snapdragon 2100, 512MB de RAM, 4GB de memória interna e conetividade Bluetooth/Wi-Fi. De fora foram deixados argumentos importantes como NFC e LTE.
As vendas do Montblanc Summit já arrancaram com o site Mr. Porter a desenvolver uma promoção especial com duração de duas semanas. Depois disso as lojas Montblanc dispersas por todo o mundo terão este smartwatch exclusivo à venda.